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Letras Aventureiras | Por João e Luís Jesus

De João Jesus e Luís Jesus, nomeados os mais jovens escritores portugueses em 2016.

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Jun17

"Vamos Opinar Sobre o Impacto das Redes Sociais!" - Ana Ribeiro

João Jesus e Luís Jesus
redes sociais

Inevitavelmente todos somos quase que obrigados a acompanhar o avanço da tecnologia, quem não acompanha é considerado fora de moda. Primeiro os computadores de secretária e os telemóveis grandes e simples: sem Internet nem aplicações. Sem câmara fotográfica nem leitor de música. Depois surgiram os computadores portáteis e as velhas disquetes foram substituídas pelas pens. Os telemóveis diminuíram de tamanho e ganharam novas funções. Surgiram os tablets e do nada os telemóveis perderam a sua verdadeira utilidade para serem verdadeiros computadores, que nos ligam ao mundo em qualquer lado e a qualquer hora.
E agora pergunto: alguma vez pararam para se questionar sobre o impacto que esse avanço tecnológico teve na vossa vida? Conseguiriam sobreviver longe de toda esta tecnologia? O que mudou na vossa vida desde que o Facebook passou a existir entre outras redes sociais?
Lembro-me que a Internet surgiu na minha vida devia ter uns 14 ou 15 anos, foi o meu pai que me criou o meu primeiro endereço electrónico no Portugalmail, que já nem existe. Depois criei um no Clix (que também já foi extinguido), por fim no hotmail onde mantenho até hoje. Era uma coisa do outro mundo ter email, naquela altura. Na escola fazíamos circular uma folha pela turma onde cada pessoa colocava o número de telemóvel e email para comunicarmos.
Depois surgiu o Messenger, adicionávamo-nos uns aos outros e ficávamos horas à conversa. A seguir veio a primeira rede social, não havia quem não tivesse hi5. Comentávamos as fotos uns dos outros e escrevíamos no perfil. Até que… nasceu o Facebook que veio destronar todas coisas do passado, o Messenger morreu e fundiu-se com o Skype, o hi5 ainda existe mas já está fora de moda e o email vai sobrevivendo e actualizando-se consoante as exigências dos utilizadores. O email já não serve só para ler emails, mas para ver o feed das redes sociais e falar pelo messenger.
Hoje em dia ninguém passa sem facebook, sem um smartphone, sem selfies. Sem Instagram ou Twitter. Hoje em dia, são poucas as pessoas que numa viagem de comboio ou autocarro ocupam o tempo a ler um livro. Diria que mais de 80% das pessoas estão agarradas ao ecrã do seu smartphone a ver as redes sociais ou a falar no messenger. Perdeu-se de certa forma a clássica forma de comunicar, chegou-se a ridículo de duas pessoas estarem ao lado uma da outra, a falarem pelo Facebook.
É verdade que as redes sociais vieram alterar a forma como comunicamos; no entanto, por vezes, deixamos que isso chegue ao exagero. Não há melhor conversa que a que temos olhos nos olhos com alguém, ver as expressões faciais e corporais, ver sorrisos, ansiedades e entusiasmos. Coisa difícil de sentir através de qualquer dispositivo electrónico.
Não há melhor companheiro de viagem que um bom livro. Ou uma deliciosa conversa. Talvez se contem pelos dedos de uma mão aqueles que conseguem estar uma hora longe do telemóvel e deixar este dispositivo em casa é quase tão grave como perder o bilhete de identidade. É ou não é?
Não sou diferente. Mas tento desligar-me por momentos porque esta coisa da Internet vicia e rouba alguns pequenos prazeres da vida. Também o conceito de privacidade se foi alterando. Na geração dos nossos pais e avós se queriam saber alguma coisa sobre alguém, pegavam no telefone (quem já o tivesse) ou falavam com algum vizinho para saberem. Hoje em dia, basta abrir uma rede social, as pessoas publicam tudo: o que comem, o que vestem, aonde vão, com quem vão. O que fazem. Onde dormem. Chega a ser chato saber tanto das pessoas, há coisas que realmente não interessam a ninguém. Isso muitas vezes leva as pessoas a descurarem um pouco a sua segurança, porque divulgam demasiada informação privada sem reflectirem sobre isso.
Precisamos de estar mais vezes cara-a-cara com as pessoas, partilhar o que pensamos, o que sentimos. O que ambicionamos. Mas, claro, às vezes torna-se mais fácil fazê-lo por detrás de um ecrã. Renovar esta forma de nos expormos, reduzindo as coisas ao essencial.
Antigamente, toda a gente sabia de toda a gente sem precisarem de redes sociais, de telemóveis ou telefones. Percebo que é o evoluir dos tempos; mas não estarão os tempos a evoluir demasiado depressa roubando tempo de convívio?
Se pudessem trazer uma actividade vossa do passado para o presente e substituir 1h sem facebook por essa actividade, o que escolheriam?

Texto de Ana Ribeiro, escritora e blogger do blog "Escreviver"

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João Jesus

Chamo-me João Jesus. Sou escritor e blogger! Sou português e habito num concelho do distrito de Vila Real! A leitura, a escrita e o filme são as minhas grandes paixões.

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Luís Jesus

Chamo-me Luís Jesus. Sou ilustrador e blogger. Adoro ilustração e tecnologia. Apesar de ser ainda novo, o meu sonho é licenciar-me em engenharia informática e visitar países como a Austrália, Singapura, China e EUA.

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