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Letras Aventureiras | Por João e Luís Jesus

De João Jesus e Luís Jesus, nomeados os mais jovens escritores portugueses em 2016.

05
Abr17

"Vamos Opinar Sobre...A Obesidade" - Ana Ribeiro

João Jesus e Luís Jesus
Obesidade
 
Se nos tempos antigos, gordura era formosura; hoje em dia esse ditado já não se verifica. Gordura significa graves problemas de saúde. A obesidade infantil continua a aumentar e especialistas em saúde têm-se reunido para debater a questão e chegar a algumas conclusões. As crianças e jovens portugueses continuam a alimentar-se mal e a não praticarem qualquer tipo de desporto e esta é uma das muitas desvantagens do avanço da tecnologia: o aparecimento dos tablets, dos smartphones, das consolas de jogos etc, que roubaram tempo de lazer ao ar livre às crianças e jovens que preferem ficar em casa agarrados a estes dispositivos.

Mas porque é que as nossas crianças e jovens comem mal?

Os maus hábitos alimentares adquirem-se cedo: na infância e muitas vezes, os pais são os principais responsáveis porque dão aos filhos tudo o que eles pedem, na maior parte das vezes fora de horas. Snacks, chocolates, bolos, fast-food etc.

Lembro-me de há uns tempos dar na SIC uma reportagem sobre o açúcar e uma investigadora da Universidade do Porto dizer que: o açúcar era o maior veneno que podíamos dar às nossas crianças. No seguimento desta reportagem mostraram alguns casos como: um rapaz de 15 anos que pesava 90Kg, desde os 4 anos que sempre que saía da escola a mãe lhe dava um chocolate. Más práticas dos pais, que em casa bebiam sempre Ice Tea porque era chá e não fazia mal. É verdade que é chá, que tem menos calorias que muitos refrigerantes; mas não deixa de ser chá açúcarado. Dizia uma pediatra de um hospital de Lisboa que era a partir do momento em que as crianças começavam a comer a comida dos adultos que apareciam os piores casos.

Também existe para este tema a questão do bullying; enquanto os colegas vão ao bar nos intervalos e comem um bolo, algumas crianças e jovens levam um iogurte ou outra coisa de casa e muitas vezes isso pode despoletar sentimentos de inferioridade por estar a ser diferente dos outros. Não implica que façamos todos os maus comportamentos de quem nos rodeia: eu não vou fumar só porque os meus amigos fumam; mas sofri de bullying por isso. Dá que pensar não dá? A forma como a nossa sociedade consegue interferir naquilo que somos e fazemos.

Na verdade, não posso dizer que seja um exemplo. Apesar de a minha gulodice: o meu grande mal, ter sido sempre controlada pelos meus pais, que não me deixavam comer tudo o que eu queria e controlavam o meu peso era em momentos em que estava sozinha em casa ou saía sozinha que eu aproveitava para comer o que em casa não podia, tipo: chocolates, snacks, etc. Isso revelou-se no meu peso que gradualmente foi aumentando, principalmente no tempo da faculdade. Foram 4 anos em que passava 22 horas diárias sentada, comia mal: só porcarias e fazia uma caminhada de vez em quando. Ainda era na altura em que tinha dores nos joelhos; por isso fazia por evitar.
Entretanto, em 2013 meti na cabeça que ia perder peso e comecei a fazer desporto regularmente: passadeira manual para tentar contrariar as dores nos joelhos e cortei em algumas coisas: deixei de beber refrigerantes: coisa que mantenho hoje em dia, bebo Ice Tea em dias de festa mas Coca-Cola e afins, não bebo. Primeiro porque fazem mal, segundo porque passei a não gostar do sabor, é tão artificial e tem tanto açúcar que só de pensar no que estou a ingerir ficou psicologicamente doente. Tentei controlar os sumos à refeição, passei a beber chá sem açúcar, deixei de ir ao MacDonald’s: se me apetece um hambúrguer vou ao supermercado e compro de frango que são mais saudáveis. Doces e sobremesas duas vezes por semana e no resto dos dias gelatina e fruta.

Parece uma coisa difícil e complicada; mas acreditem que não é. Quando o organismo começar a habituar-se a este tipo de alimentação e desintoxicar dos açúcares, nem custa comer coisas sem açúcar. Outra coisa que aprendi foi a gostar de legumes: sempre comi alguns, mas não comia tantos como agora. Normalmente quando estou sozinha em casa, gosto de ser prática; por isso, faço comidas mais rápidas e saudáveis tipo: farinha-de-pau, demora uns 45min. Pode ser feita com carne ou peixe e a base é farinha de mandioca: uma farinha brasileira. Comi isto a primeira vez há cerca de 20 anos quando estive internada num hospital e há uns meses deram-me as saudades. Aproveito esse prato e misturo de tudo: cenoura, miolo de camarão, delícias-do-mar, curgette, beringela, abóbora, alho francês, ervilhas. Tudo o que houver em casa vai parar à panela, é tão bom. Às vezes também gosto de usar salsicha e chouriço quando faço farinha-de-pau com peixe, gosto do contraste.

Não é difícil fazer uma alimentação saudável, é tudo uma questão psicológica. Há umas semanas, enquanto esperava numa fila de supermercado peguei num pacote pequeno de batatas fritas e pus-me a ver o valor energético, fiquei chocada. A maioria das pessoas não saberá que um pacote pequeno de snack tem tanto como uma bola de Berlim. É incrível pensar que com uma coisa tão pequena se ingere tanto sal e gordura. É verdade que sabem bem e às vezes perco-me quando tenho snacks em casa; mas, o que se ingere de nocivo é assustador. O mesmo poderei dizer dos chocolates tipo: Mars, Lion etc.
Os meios de comunicação também têm culpa neste aumento da obesidade nas crianças porque a maioria da publicidade que passam é a produtos alimentares com excesso de açúcar e gordura. Juntam-lhe um brinde de oferta e as crianças caem. Quantas vezes eu caí nisso em pequena, tinha uma coleção gigante daqueles bonequinhos que saem nos ovos Kinder e coisas do Happy Meal. É fácil convencer uma criança que um produto é bom, afinal de contas até oferece um brinde. A grande maioria dos cereais de pequeno-almoço para crianças têm açúcar adicionado, são altamente calóricos, tipo: Chocapic, Estrelitas etc.

Temos que estar atentos. A verdade é que só aos quase 30 anos é que comecei a reflectir nisto, há sempre uma primeira vez para tudo.

Deixo-vos agora um desafio. costumavam ver o “Peso Pesado”?

O que pensam daqueles jovens obesos?

‘Bora ser saudável?
 
Texto de Ana Ribeiro, escritora e blogger do blog "Escreviver"
 
 

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João Jesus

Chamo-me João Jesus. Sou escritor e blogger! Sou português e habito num concelho do distrito de Vila Real! A leitura, a escrita e o filme são as minhas grandes paixões.

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Luís Jesus

Chamo-me Luís Jesus. Sou ilustrador e blogger. Adoro ilustração e tecnologia. Apesar de ser ainda novo, o meu sonho é licenciar-me em engenharia informática e visitar países como a Austrália, Singapura, China e EUA.

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