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Letras Aventureiras | Por João e Luís Jesus

De João Jesus e Luís Jesus, nomeados os mais jovens escritores portugueses em 2016.

21
Abr18

Resenha do livro "Tia Guida"

João Jesus e Luís Jesus

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Não sei se conhecem um escritor chamado André Fernandes.

Se não conhecem, acho que é obrigação conhecê-lo, porque é fantástico!

Este escritor português, é muito conhecido pelo êxito que fez com o seu primeiro livro, "Tia Guida", publicado pela Chiado Editora em 2013. 

Ele costuma fazer imensas palestras em escolas, por isso, se forem alunos e tiverem a oportunidade de assistir a alguma das suas palestras, não exitem. São fantásticas! 

Conheci o André numa dessas apresentações, mas já conhecia o seu trabalho, mas nunca tinha tido oportunidade de ler um dos seus livros. 

Quando vi que ele iria à minha escola, contei os dias até aquele dia, pois era um dos escritores que eu mais queria conhecer.

Então, chegou o desejado dia e não me arrependi nem um bocadinho de ver a palestra! Foi mesmo espetacular e também perdi a aula da Matemática, por isso foi 2 em 1. 

Agora sem brincadeiras, foi uma sessão muito tocante. Eu próprio me admirei com várias coisas que ele falou, como a história da sua tia, que está escrita neste livro, problemas na escola e etc.

Depois, também soube que ele já tinha ouvido falar de mim, mas fiquei um pouco envergonhado porque detesto quando me metem em assuntos em que não precisava de ser metido. Não gosto muito de ser o centro das atenções, mas nesse dia até gostei, pois pude falar com ele sobre algumas coisas, como publicação de livros e apresentações.

Fui o único que fez imensas perguntas da minha turma. Estava muito curioso! Cheguei ao fim da apresentação imensamente surpreso. E claro, comprei o primeiro livro imediatamente e o André autografou, com muito carinho.

Mas como estava a meio de uma lista enorme de leituras, só tive oportunidade de ler o livro num destes dias e devorei-o. Mas que história! Ensinou-me imensas coisas!

Também comprei o segundo livro, pois fiquei muito curioso acerca de tudo o que o André contou na apresentação. Mas ainda tenho mais alguns livros para ler, por isso, por muito que me custe, só o vou ler daqui a algum tempo.

Recomendo muito, muito, muito este livro! É um livro que fala principalmente sobre não deixarmos de amar uma pessoa muito próximo de nós por esta estar doente. Ainda a devemos amar mais nesses momentos. 

Este livro fala sobre a história da Tia Guida, tia quase mãe do André. O André conta que tratava a sua tia como a sua segunda mãe, assim como o seu tio Jorge, que também tive oportunidade de conhecer na apresentação.

Um dia, a Tia Guida começou a sentir-se um pouco mal e conseguiram convencê-la a ir ao médico. E, infelizmente, descobriram que esta padecia de um tumor no estômago, já num estado muito avançado.

No livro, o André conta muitas vezes o seu medo de perder a Tia. Conta também as várias coisas que fez para acompanhar sempre a sua tia para todas as consultas e tratamentos, pois não a queria deixar sozinha nesses momentos difíceis.

E uma coisa que também me surpreendeu foi como os amigos do André o ajudaram nessa situação. Foi incrível ver como a verdadeira amizade é poderosa nos momentos em que mais precisamos.

Outra coisa que não pude deixar de sorrir neste livro foi a extravagância da simpática Tia Guida. Mesmo com essa doença, ela nunca perdeu a sua força e mesmo nos dias mais díficeis, insistia em usar o seu lenço preferido ou um chapéu ou mudar o seu penteado, pois uma das coisas que a Tia Guida mais gostava era de estar bonita. Apreciei muito ver a sua força no momento mais díficil da sua vida.

Desejei mesmo que não acontecesse o que aconteceu. Adorava conhecer a simpática Tia Guida. Queria mesmo muito, fiquei com uma enorme vontade depois de ler este livro. Era de certeza uma pessoa fantástica.

O livro está repleto de várias histórias durante esse período, por isso recomendo mesmo que o leiam. É muito tocante, mas com uma mensagem bela.

E também, este foi o livro em que senti vontade de sublinhar algumas frases, mas a que mais me tocou foi esta, dita pela mãe do Marcos, um grande amigo do André que também teve cancro no sistema linfático: "Enquanto há vida, há esperança."

Leiam, porque vale cada página.

PS: André, se estiveres a ler isto, eu tentei ver "3 Cartazes à Beira da Estrada", mas não gostei! Desculpa, mas continuo a achar que "A Forma da Água" foi o justo vencedor! 

 

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18
Abr18

"Quando Tudo Se Conjuga" - Ana Ribeiro

João Jesus e Luís Jesus

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Eu estava ali. Com os nervos à flor da pele, sentada na mesa do canto, escondida para que não me visses. Para que nada nosso se reencontrasse, nem um simples olhar.

Os compassos do meu coração como passos de gigante; o desassossego.

E de repente surges inexplicavelmente do nada, passas por mim e sorris com a simplicidade desenhada no olhar e a humildade como contorno dos teus lábios. Desviei o olhar e senti-me a corar, tu sabes sempre como captar a minha atenção, como cativar, como me conquistar.

Já estás farto de saber que adoro o teu sorriso, que me apaixona e que me rendo sempre.
Fiquei a ouvir-te contar histórias com esse sotaque e essa simpatia e dedicação pelas pessoas que tanto te caracteriza e que já sei de cor.

A emoção, a levar a melhor sobre ti, os teus olhos verdes, cor de azeitona, a destacarem-se e a revelarem-te. Sempre a seres tu mesmo. Ris-te e fizeste rir, comoveste-te e emocionas-te. Deste muito de ti.

E no fim estive para ir embora, mas depois não tive coragem e voltei para trás. Estava na hora do reencontro.

Uma troca de olhares, um sorriso, um toque, um cumprimento. A sensação de não saber o que dizer, apesar de te conhecer como a palma da mão. De ter feito parte de ti numa outra fase das nossas vidas.

E conversamos olhos nos olhos.

Procurei-me em ti!

Parte de mim, em ti!

Parte de ti, em mim!

Parte de nós… Para sempre!

 

Texto de Ana Ribeiro, escritora e blogger do blog "Escreviver"

11
Abr18

"Rascunhos de Nós" - Ana Ribeiro

João Jesus e Luís Jesus

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Hoje apeteceu-me escrever a nossa história, eternizá-la. Para que possa servir de exemplo e de referência para alguém, para que alguém se reveja nela, em nós e naquilo que construímos.

Decidi pegar no caderno da escola e num lápis e sentei-me no parapeito da janela do sótão, com o olhar e o pensamento perdidos algures lá fora no verde da paisagem, no azul do céu e no calor do Sol, numa verdadeira corrida contra o tempo. Rasguei uma folha branca do caderno e comecei a desenhar vários esboços, recuei no tempo e fui até ao passado. Á nossa infância, à inocência e à nossa adolescência e procurei pela primeira troca de olhares e sorrisos.

Lembras-te quando nos intervalos, mesmo estando cada um com o seu grupo de amigos, umas vezes perto, outras vezes longe, nunca nos perdíamos de vista? E sorríamos envergonhados e não tirávamos os olhos um do outro.

E quando chocamos no corredor naquele dia? Meu Deus, fiquei tão nervosa, enquanto gentilmente tu apanhavas os meus cadernos e livros que eu tinha deixado cair ao chão quando fomos um contra o outro, eu limitava-me a observar-te. Tentava descodificar o que o teu olhar queria dizer, o teu sorriso, seguia de perto cada movimento teu, cada respirar, deixava-me envolver pela tua voz. E não conseguia deixar de pensar no quanto te desejava a meu lado a cada minuto que passava.

Devolveste-me tudo e disseste-me:

– Desculpa! Magoei-te? Foi sem querer, sabes que, com esta confusão nos corredores é quase impossível não se ser literalmente empurrado.
– É verdade! Mas não faz mal, está tudo bem, eu estou bem. Obrigada pela ajuda.

As primeiras palavras. E os nossos olhares cruzaram-se. Tocamo-nos por breves segundos, dias depois descobri que tinhas mudado para a minha turma, foi talvez a melhor descoberta que fiz nos últimos tempos e até andarmos de mão dada foi um pequeno passo.

Recordei os bilhetinhos que trocamos durante dias a fio nas aulas, as várias tentativas dos nossos colegas para nos juntarem, apesar de achar que, o nosso destino já estava há muito traçado. As nossas tardes sempre juntos, a estudar, a rir-me das tuas anedotas e palhaçadas, com o tempo fui descobrindo os teus pontos fortes e um deles era a alegria e boa disposição. E a vibrar com os teus jogos de futebol.

Recordei a primeira saída a dois, o primeiro beijo, a serenata à beira-rio, com um frio de rachar, o pedido de namoro e aquele gesto teu, de me dares o teu casaco.

– Queres namorar comigo?

Não pensei duas vezes, não te respondi, mas beijei-te.

Regresso agora ao dia em que começamos a namorar, à rosa que me entregaste pela manhã e que ainda guardo religiosamente seca na mesma jarra. E ao baile de finalistas onde foste o meu par. E veio a faculdade, o ficar longe de ti, o termo separação, a palavra saudade, o sentimento de falta, de perda e vazio e o teu sonho. Do qual abdicaste por completo, por mim, e para mim isto só pode ser amor. Um lindo gesto de amor. Eu escolhi-te e tu escolheste-me. A vida é feita de escolhas.

E em meia dúzia de linhas vou mais além e imagino o futuro. Eu e tu, lado a lado, ter-te ao meu lado, ficarmos juntos para sempre.

E agora vou passar tudo a limpo… Um pouco de nós.

Como uma tatuagem.

 

04
Abr18

"Gostar de Ti"- Ana Ribeiro

João Jesus e Luís Jesus

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Gostar de ti é rever-me em ti e naquilo que somos. Acho que esta é uma boa definição de amor.

Gosto de ti como se gosta da chuva, das gotas que caem do céu num ritmo frenético mas continuo e nos humedecem a pele e nos lavam a alma. 

Gosto de ti como se gosta do Sol, do seu brilho, do calor que dele emana. Como aquele pôr-do-sol que pela sua intensidade me faz sempre pensar em ti.

Gosto de ti. Acho que sempre gostei de ti. Como da primeira vez, afinal de contas a primeira vez é sempre a que interessa, é um gostar diferente de tudo o resto. Um gostar com intensidade, com verdade, com emoções, com sentimentos, com sensações, com momentos e com pormenores, que jamais se esquecem, que são únicos e genuínos.

O grande pormenor da minha vida és tu. Aquele detalhe que gosto de guardar só para mim, que não gosto de partilhar com ninguém. Pode parecer egoísmo quando guardamos assim algo em segredo de toda a gente, mas faz parte. Termos algo só nosso para podermos desfrutar em silêncio.

Gosto mesmo de ti. Como no dia em que correste para mim e me abraçaste. Aquele abraço eterno e apertado que nunca soube explicar nem descrever, simplesmente ficou… E marcou.

Gosto de ti pelas primeiras palavras que me disseste. Ainda te lembras?

– Gostas de mim como eu gosto de ti?

E deste-me a mão e olhaste-me com esse teu olhar intenso e profundo, que parecia querer penetrar por mim adentro, sem palavras ou gestos. Não te soube responder logo, devido ao teu jeito de me deixares sempre sem palavras mas, sim gostava de ti como tu gostavas de mim e sabia que íamos gostar muito um do outro para sempre.

E gostamos mesmo.

Gostar de ti é apenas não te largar mais. 

Gostar de ti é exactamente como me disse um dia um jovem que comigo se cruzou na rua. 

– Gosta de alguém, não gosta?

Não respondi, limitei-me a olhar para ele. E ele continuou…

Eu vejo isso em si, sabe porquê?

Gostar muito de alguém é como sorrir para a vida. E poder tocar-lhe.

 

Texto de Ana Ribeiro, escritora e blogger do blog "Escreviver"

02
Abr18

Resenha do livro "Perseguida"

João Jesus e Luís Jesus

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Hoje vou fazer a resenha do quinto volume de uma coleção que eu adoro. "Casa da Noite" é a nova coleção em que viciei completamente.

Sei que quem está a ler este artigo e que segue o blog diariamente, pode estar a pensar: "Mas hoje não é dia do novo capítulo da novela semanal?". Sim, é. Mas devido à pouca movimentação no blog nestes últimos meses, senti que já ninguém acompanhava a novela e decidi parar por um tempo. Talvez a retome no futuro.

Mas vamos ao que interessa! 

Nestas férias, tenho uma carrada de livros para ler! Tenho no total, seis livros, contando com o que estou a ler agora, para tentar ler até ao final das férias, pois o próximo período na escola vai ser agitado, pois estão a chegar os exames.

Mas, há dois dias, acabei o quinto volume da série "Casa da Noite", "Perseguida". 

Digo já que foi o livro que menos gostei da coleção e foi o que mais demorei para ler. Foi muito parado, muito chá-chá-chá, mas no fim, começou a ter o movimento e o mistério que eu adoro nesta coleção.

Mesmo assim, depois de acabar a leitura deste, agarrei de imediato no volume seguinte e pelo que eu já li, o próximo livro promete!

"Perseguida" começa mesmo, no exato momento em que o livro anterior acabou. 

Zoey, Damien, Shaunee, Erin, Erik, Dário, Afrodite, Jack, Stevie Rae e os seus iniciados vermelhos fogem da Casa da Noite. 

Neferet, a Sumo-Sacerdotisa da Casa da Noite, revelou-se uma pessoa fria que já se virou para o "lado negro da força" (desculpem a expressão!). Neferet tornou-se numa Rainha Tsi-Sgili, que significa ser uma bruxa muito poderosa do lado mau e o seu principal objetivo é voltar a erguer Kalona, um anjo caído em desgraça e fazer com que este e ela dominem o mundo juntos.

E Neferet consegue isso! Se eu já tinha vontade de lhe partir os dentes num passeio antes, agora tenho mais. 

Kalona volta a erguer-se e hipnotiza todas as pessoas da Casa da Noite, excepto os nossos heróis e alguns professores que saberemos adiante. 

O grupo foge com Stevie Rae, muito ferida, para os túneis debaixo da cidade, pois sabem que Kalona detesta a Terra, pois passou muito tempo preso debaixo desta. 

Zoey tem medo de confessar que se sentiu atraída por Kalona e pareceu reconhece-lo, mas não revela nada aos seus amigos, pois estes têm muita coisa com que lidar agora.

Zoey ainda tem tempo de ligar à irmã Mary Angela, uma freira sua amiga, que está encarregue de cuidar da avó Redbird, que estava em coma devido a um Zomba-Corvos, filhos de Kalona. Mary Angela leva a avó para a abadia das freiras, para um armazém debaixo de terra, onde estão a salvo. Zoey liga também a Heath, para este se proteger.

Stevie Rae está às portas da morte, outra vez, devido a Stark. Este desmorreu, o que quer dizer que morreu e voltou como um iniciado vermelho devido a Neferet e esta agora controla-o. Porém, Stark fora obrigado a matar Stevie Rae com o seu arco e flecha. Mas, Stark conseguira desobedecer um pouco ao controlo de Neferet e acertou com a flecha no peito de Stevie Rae, apenas ferindo-a, pois sabia que se quisesse acertar-lhe no coração, não falharia, devido ao seu dom. Mas isto causara muitos problemas a Stevie Rae.

O grupo conhece melhor quase todos os iniciados vermelhos de Stevie Rae, como Kramisha, que é a minha iniciada vermelha preferida até agora, etc...

Stevie Rae é obrigada a beber o sangue de Afrodite, pois esta é humana e sangue fresco faria muito melhor. Mas as duas acabam por ter Impressão, o que me deixou um pouquinho de boca aberta! Nunca imaginei!

Mas as coisas começam a ficar sérias! Zoey começa a ter sonhos com Kalona e este trata-a como A-ya, que foi a rapariga que derrotou Kalona há muito tempo atrás. Esta também começa a ver sombras estranhas nos túneis e várias visões de Neferet.

Tudo corre parcialmente bem, até que são obrigados a voltar à Casa da Noite, por motivos que são spoiler!

O que irá acontecer?

Recomendo muito esta coleção!

 

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João Jesus

Chamo-me João Jesus. Sou escritor e blogger! Sou português e habito num concelho do distrito de Vila Real! A leitura, a escrita e o filme são as minhas grandes paixões.

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Chamo-me Luís Jesus. Sou ilustrador e blogger. Adoro ilustração e tecnologia. Apesar de ser ainda novo, o meu sonho é licenciar-me em engenharia informática e visitar países como a Austrália, Singapura, China e EUA.

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