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Letras Aventureiras | Por João e Luís Jesus

De João Jesus e Luís Jesus, nomeados os mais jovens escritores portugueses em 2016.

17
Nov17

Resenha do Livro "O Meu Pé de Laranja Lima"

João Jesus e Luís Jesus

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 Na escola, mais precisamente, na disciplina de Português, foi-nos pedido para lermos um livro que estava dentro do programa do PNL. 

Fiquei decepcionado! Todos os livros que eu li até hoje que fazem parte do PNL (exceto Harry Potter), foram uma autêntica seca. Ainda por cima este, que um colega meu tinha lido e dizia que era uma porcaria.

Um pouco desapontado, lá requisitei o livro na biblioteca e levei para casa. 

Li o primeiro capítulo. Não gostei muito. Então comecei a ler os outros todos e em dois dias, li o livro inteiro. É um livro fantástico! Adorei! A história tocou-me imenso e quando dei conta, tinha lido o livro todo e fiquei um pouco triste com o final deste, pois acabou de uma maneira tão triste...

O livro tocou-me tanto como quase nenhum hoje fez! A história era simples, mas tão bela lida com cuidado. Fiquei muito emocionado com o destino do personagem principal, Zezé. 

Este livro foi escrito por um escritor brasileiro, José Mauro de Vasconcelos, e tive de fazer um pequeno esforço para entender algumas palavras, mas nada demais.

Recomendo imenso a leitura deste livro! É simplesmente fantástico e muito, mas muito bonito!

Esta história fala sobre um menino de cinco anos chamado Zezé, que é um de muitos filhos de uma família muito pobre.

Neste livro é também retratado algumas situações que as crianças tendem em fazer, quando são, bem, crianças! 

Zezé é visto como o diabo vivo e todos têm medo dele. Zezé faz muitas maluqueiras a todas as pessoas.

Zezé é uma criança que gosta de imaginar várias atrações e brincadeiras grandes no seu jardim. Ele imagina que o seu galinheiro é um jardim zoológico, entre outros.

Zezé acha que muitas vezes, os seus pais lhe batem sem razão nenhuma. Apenas é defendido pela sua irmã Glória, que o adora. 

Como todos os seus irmão faziam, Zezé teve o cargo de cuidar do irmão mais novo, Luís. Luís era visto como um rei vivo e Zezé adorava-o.

Zezé ensina-o a imaginar e brinca com ele no seu zoológico imaginário. 

Um dia, Zezé recebe a notícia que vai ter de mudar de casa com a sua família. Zezé fica triste e visita a nova casa. 

Lá, todos os seus irmão escolhem uma coisa para eles e Zezé fica com a única coisa que sobra. Um pequeno pé de um árvore de Laranja Lima.

Zezé fica enervado, pois acha que é inútil! Mas a pequena árvore começa a falar apenas com Zezé e tornam-se grandes amigos. Zezé dá-lhe o nome de Minguinho e Xururuca, apenas para situações em que o quer tratar melhor.

Acontecem muitas situações na vida de Zezé. Este começa a aprender o verdadeiro significado de problemas e começa a conhecer como é ser adulto.

Um livro surpreendente! Recomendo vivamente!

 

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16
Nov17

"Aconchego"

João Jesus e Luís Jesus

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 Atirou mais um pedaço de lenha para a lareira.

As chamas elevaram-se e saltaram pequenas fagulhas, que lhe lembrou pirilampos.

Sorriu e apertou-se contra si. Estava bem. Estava tudo perfeito!

O calor batia-lhe na cara, sentia as bochechas queimarem, mas sentia-se bem. O calor tranquilizava-o. 

- Estás aqui. - Suspirou a sua mãe

Esta sentou-se no pequeno escano de madeira dura. 

- Hmm! Sabe mesmo bem este calor. - Suspirou de novo

Continuou a olhar para a lareira. As chamas hipnotizavam-no e via as fagulhas saltarem de um lado para o outro como lindas fadas.

- Chega-te para aqui, minha riqueza. - Sussurrou-lhe

Automaticamente, deitou-se e colocou a cabeça no colo da mãe. Esta dava-lhe festinhas na cabeça, muito devagarinho, como lhe costumava fazer em criança.

Sorriu e fechou os olhos.

- Aqui está mesmo quentinho. - Disse ele

- Pois está. - Concordou a mãe

Com as festinhas na cabeça, o calor da lareira e o prazer de estar com a sua mãe, não parecia haver nenhum problema. 

Abriu os olhos de novo. Viu uma chama a subir e a descer. 

Fechou os olhos e adormeceu.

 

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15
Nov17

"Second Chance" - Ana Ribeiro

João Jesus e Luís Jesus

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 Eramos os melhores amigos. Quase unha com carne. Não nos separávamos para nada, parecia que havia qualquer coisa entre nós, que ainda hoje não sei explicar muito bem o que era, que fazia com que tivéssemos que estar todos os dias em contacto. E quando não podíamos estar, trocávamos milhares de mensagens escritas. De certa maneira ele era o meu pequeno vício. Partilhávamos um com o outro um pouco de tudo, nada ficava por dizer, por contar, por partilhar, entre nós jamais havia segredos. Confiávamos plenamente um no outro. Ele era o meu porto seguro, o meu escudo e algumas vezes o meu pequeno muro das lamentações. Compreendíamo-nos muito bem, bastava um olhar, um sorriso, um toque, e tínhamos uma boa dose de paciência um com o outro.

Chegamos a partilhar as casas um do outro, a jantar à mesma mesa, os meus pais gostavam muito dele. Todas as noites tínhamos o ritual de fazer uma chamada um para o outro antes de irmos dormir, por nenhuma razão em especial até porque passávamos os dias inteiros juntos, apenas para uma troca saudável de algumas boas gargalhadas e para desejarmos “Boa noite”.
Havia quem dissesse que, nós eramos únicos, porque nós fazíamos coisas que mais ninguém tinha coragem de fazer. Dávamos valor aos pequenos gestos… como este.
Comecei a gostar dele, um gostar diferente do gostar de amigo do peito. Um gostar do fundo do coração. Porque a amizade também é amor. As coisas entre nós mudaram, e mudaram muito, estávamos apaixonados, e transformamo-nos em amigos coloridos. Um dia M. revelou um pedaço de si que eu não conhecia e que não esperava, disse-me que não podíamos continuar a ser amigos porque eramos de mundos completamente diferentes. Fiquei sem perceber a razão daquela mudança, passei dias a pensar sem chegar a uma conclusão, até ao dia em que ele acabou tudo com uma simples mensagem. Ao que parecia, tinha namorada e não queria perdê-la por minha causa, então era melhor pôr um ponto final em tudo o que tínhamos. Fiquei arrasada, jurei jamais o perdoar, senti-me enganada, usada e magoada, tinha confiado numa pessoa que não era mais do que uma mentira. Perdemos o contacto. Nunca mais falamos. Parece que é feliz ao lado da P.

No entanto, um dia mais tarde perdoei-o em prol dos bons velhos tempos. Tinha saudades dele. Ganhei coragem e marcamos um café.

 

Texto de Ana Ribeiro, escritora e blogger do blog "Escreviver"

14
Nov17

"Deixa-me Ir"

João Jesus e Luís Jesus

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 Deixa-me ir embora

Deixa-me estar sozinho,

Preciso de tempo para mim,

Apenas um bocadinho.

 

Estou a dar em doido,

Estou prestes a rebentar,

Preciso apenas de tempo e espaço

Para poder desanuviar.

 

Quero esconder a cara,

Fugir do mundo por segundos

Embrenhar-me apenas,

Nos meus pensamentos mais profundos.

 

Só quero estar sozinho,

É tudo o que te vou pedir!

Quero estar quieto

Ou a minha cabeça vai explodir.

 

Temos dias tão maus,

Dias tão tristes,

Não quero falar um pouco

Nem mesmo se insistes.

 

Deixa-me ir,

Deixa-me fugir,

É a única coisa que te estou a pedir.

 

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13
Nov17

"Fama" - Capítulo V

João Jesus e Luís Jesus

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 Acordo muito antes da hora prevista.

- Não consigo mais dormir. - Sussurro

Levanto-me devagarinho para não acordar a Dianne, que dorme profundamente.

Agarro nas minhas coisas para o banho e saio do quarto.

Corro para o quadro onde sairão as notas do casting. 

- Não acredito que ainda não estão aqui! - Digo com um grunhido, olhando para o quadro vazio

Enervada, desço para os chuveiros. Só quero tomar um longo e delicioso duche.

Dispo a roupa e tranco a porta do meu chuveiro. Ligo a água e espero que esta fique bem quente, pois adoro água a escaldar.

Coloco-me debaixo da água.

Suspiro. A água quente alivia-me tanto! Consegue tirar todas as preocupações e problemas da minha pele.

Passo cerca de uma hora debaixo do chuveiro e tenho de sair, porque as pessoas começam a acordar e daqui a pouco começam as aulas.

Saio da casa de banho e subo para o dormitório.

Mal abro a porta, vejo algumas raparigas de volta do quadro onde devem estar as classificações do casting.

Todas param e olham para mim boquiabertas.

- O que é que se passa? - Pergunto curiosa

De repente, a Dianne irrompe do meio daquele bando de raparigas.

- Parabéns Chelsea! Eu sabia! - Ela atira-se para cima de mim

Fico paralisada e não consigo perceber bem a situação.

- M-Mas o que se passa? - Pergunto assustada

Ela olha para mim, com uma enorme alegria.

- Chelsea, tu foste a única selecionada na universidade inteira! - Revela ela

Fico paralisada a olhar para ela.

- Parabéns. - Dizem algumas raparigas secamente

Volto à realidade e abraço a Dianne, não conseguindo evitar alguns gritinhos de euforia.

- Nem sei como fui a única! - Digo, cheia de entusiasmo

- Eu sabia que ias ser tu. - Diz-me ela docemente

Abraço-a de novo. Adoro a Dianne! 

- Olá Chelsea. - Diz uma voz atrás de mim

Volto-me rapidamente para trás.

- Liam! Eu fui a escolhida! - Digo alegremente

- Eu sei, eu sei... - Diz ele, sorrindo - Mas preciso de falar contigo só uns minutinhos, ok?

Olho para a Dianne.

- Vai lá. Já voltamos a falar. - Diz ela

Afastamo-nos um pouco da Dianne.

- Bem, detesto dizer isto, mas é melhor ires já fazer as malas.

- As malas? Hoje? - Digo

- Sim. Temos de ir agora. A tua carreira vai começar.

 

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João Jesus

Chamo-me João Jesus. Sou escritor e blogger! Sou português e habito num concelho do distrito de Vila Real! A leitura, a escrita e o filme são as minhas grandes paixões.

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Luís Jesus

Chamo-me Luís Jesus. Sou ilustrador e blogger. Adoro ilustração e tecnologia. Apesar de ser ainda novo, o meu sonho é licenciar-me em engenharia informática e visitar países como a Austrália, Singapura, China e EUA.

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