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Letras Aventureiras | Por João e Luís Jesus

De João Jesus e Luís Jesus, nomeados os mais jovens escritores portugueses em 2016.

21
Fev18

"O Tempo Não Pára" - Ana Ribeiro

João Jesus e Luís Jesus

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Eu sei; Que o tempo não para; O tempo é coisa rara. E a gente só repara; quando ele já passou.

Tocava no velhinho rádio a pilhas da Ti Alice, e os anos que ele já tinha; tinha sido um presente de Natal da Ti Aninhas e do Ti João, ainda se recordava da alegria do Ti Manel, seu marido. Andava sempre com aquela geringonça atrás dele, presa no cinto das calças, lá ia ele para o monte sempre com o ouvido nas boas novas.

Agora era a única companhia da Ti Alice, lá no cantinho da cozinha onde gostava de fazer os seus cozinhados e os seus bordados, não passava um dia sem o ligar para ouvir os “Discos Pedidos”, ouviam-se músicas tão bonitas, faziam-lhe recordar sempre os bons velhos tempos, da sua infância e adolescência. Ouvia cada fado mais lindo… Ainda se lembrava quando a sua falecida mãe cantava os fados da Amália Rodrigues pela casa, era um espanto ouvi-la, cantava tão bem. Na aldeia, toda a gente conhecia muito bem a Maria Queijeira, que vendia queijo do bom porta a porta, diziam que ela para além de vender bom queijo tinha alma de fadista.

Bem, depois dos fados, vinham aquelas músicas, que ela tinha ouvido antes de ontem lá no bailarico da aldeia, que punham toda a gente a dar um belo de um pézinho de dança, às vezes durava até altas horas da madrugada quando já o Sol nascia. Como ela adorava dançar, infelizmente, já não tinha a saúde de outros tempos, de quando era mais nova, e por isso já não podia andar metida nessas andanças e o Ti Manel… Coitado também já estava velhote, cansado e a saúde já era fraca, já não tinha paciência nem disposição para este tipo de coisas. Estava agora a lembrar-se, o que ela dançava com o Carlos, corriam as músicas todas, dançavam o tempo todo e só paravam quando o cansaço os obrigava. Era uma alegria e uma brincadeira pegada. Chegou a namoriscá-lo e tudo, mas ele não tirava os olhos da Mariazinha, hoje uma senhora toda prendada, eram grandes amigas, e por ela se apaixonou, casaram e tiveram dois filhos que já estão arrumados há muitos anos. Vivem e trabalham lá em Lisboa com as crianças, parece que têm dois meninos e uma menina, ouviu dizer à boca cheia pela Ti Joaquina. Do Carlos nunca mais o viu, nem ouviu falar dele, não sabe nada dele, ao que parece ninguém lhe poe a vista em cima há um bom par de dias.

Também gostava muito de ouvir, quando as pessoas ligavam para o senhor da rádio para lhe contar as suas histórias e pedirem aquelas músicas antigas e de outros tempos, às vezes dava umas boas gargalhadas mesmo sozinha, era tão engraçado. Gostava muito do senhor da rádio, o Paulinho como lhe chamava, um dia ainda havia de ligar para lá também, estava a ver se ganhava coragem para se chegar à frente, só para falar com ele, quem sabe, talvez um dia o convidasse para vir comer um patinho assado com eles.

O tempo começava a passar depressa demais para a Ti Alice, a idade já pesava nas rugas profundas que lhe marcavam o rosto, nos braços e nas pernas que há muito que tinham deixado de ser o que eram, nos movimentos lentos e frágeis, no olhar cansado da vida. Uma vida difícil de muito trabalho e pouca saúde, ainda se lembrava de há uns anos sair bem cedo pela fresca e correr o monte todo com as vacas e as ovelhas para as levar a pastar e ainda brincava com o faísca, o velho lavrador da família, ceifava, apanhava o trigo e o centeio e até pegava no tractor e lavrava as terras. Agora já estava um bocado enferrujada dos ossos, já não conseguia dar dois passos sem se cansar, por isso acabava por ficar por casa a tratar das coisas. Só saía na companhia do Ti Manel. Para a Ti Alice, velhice era sinónimo de solidão e pouco viver, principalmente agora que já não tinha a Joaninha e o Henrique com ela, os dois filhos que estavam para a França a trabalhar, só os via de ano a ano, já tinha também dois netinhos pequeninos mas ainda nem os conhecia, estava desejosa de os conhecer.

Ti Alice fica de repente alerta…

– Ainda bem que chegaste homem…
– Então, o que há?
– Escuta! Estás a ouvir?
– Estou a ouvir, estou, mulher!
– Sabes quem é? Conhece-la?
– Mas é… Não pode ser!

Era mesmo a voz da Ti Chica na rádio, toda a aldeia tinha parado para a ouvir, no dia seguinte não se falava de outra coisa.

– Então agora já acreditas!
– Que remédio tenho! E nem te cheguei a contar uma novidade, o Ti João comprou uma maquineta nova.
– Ai, sim?
– Sim, é muito engraçada, tens que ir lá ver. Chama-se, deixa-me cá ver se me lembro… Moblizão.
– Moblizão???
– Sim, é uma caixinha pequenina onde as pessoas falam e podemos vê-las também.
– Nunca vi tal coisa…
– Anda daí que eu mostro-te…

 

Texto de Ana Ribeiro, escritora e blogger do blog "Escreviver"

19
Fev18

"Fama" - Capítulo XVII

João Jesus e Luís Jesus

Caminho pelas ruas de Los Angeles de mão dada com o Liam.

- Ok, mas aquele sushi estava maravilhoso! Adorei. - Diz-me ele

Sorrio. Por acaso até gostei de provar o meu primeiro sushi naquele restaurante, que claro, era caríssimo e de luxo.

- Por acaso, até gostei. Pensava que ia saber mal. - Declaro - E o wasabi nem era assim tããão picante!

Ele começa a rir.

- Fogo, eu tive de beber dois litros de água. - Diz o Liam entre gargalhadas

Continuamos de mãos dadas pelas ruas movimentadas de Los Angeles. De repente vem-me à mente os acontecimentos da manhã, onde o Jordan me beijou à porta do meu prédio.

Tento esquecer isso, mas fico um pouco nervosa e sinto que as minhas mãos estão suadas. 

- Então? Tens as mãos todas suadas! - Diz-me ele, limpando a mão nas calças

Tento sorrir um pouco.

- Estou um pouco enjoada. - Minto

- Foi do sushi? - Pergunta ele, preocupado

- Não, não! Nada disso! Estou apenas a sentir-me um pouco estranha. - Minto outra vez

- Então, porque não vamos a minha casa? Podes tomar alguma coisa, tipo um chá e assim! E a minha mãe quer muito falar contigo, por isso são dois em um. - Propõe ele

Oh raios! A mãe dele, não! Não quero ir, não quero ir, mas também não o quero decepcionar!

- Pode ser, mas tem de ser rápido! Amanhã é um longo dia! - Digo

Ele sorri. 

- Então, vamos! - Ele abre a porta do carro e eu entro

Enquanto ele conduz para a mansão mais cara de Los Angeles, eu verifico o meu telemóvel. Tenho duas mensagens da Dianne a perguntar se está tudo bem e eu mando-lhe um simples "Sim", pois ela já sabe que lhe conto tudo no fim do dia. 

Porém sinto a falta de algo. Sinto a falta de uma pequena notificação de alguém que detestava imenso, mas que agora já nem sei o que achar dessa pessoa. O Jordan. Até começava a gostar dele, mas tenho namorado e está a ficar tudo complicado agora!

Bloqueio o telemóvel e vejo que já chegamos a casa do Liam. De noite ainda é mais deslumbrante, toda iluminada, com a sua enorme piscina e jardim misterioso. Tenho inveja daquela casa.

Saio do carro e o Liam dá-me a mão novamente. Sinto-me um pouco mais segura. 

Entramos e um delicioso cheiro a baunilha invade-me as narinas. 

- Oh Liam! - Diz a mãe dele, quando dá pela nossa presença - E Chelsea! Que agradável ter-te aqui.

Ela beija-nos na cara e faz-me um sorriso muito forçado para o meu gosto. Sorrio-lhe de volta.

- Então, o que vos traz aqui? - Pergunta ela, fazendo sinais para nos sentarmos no seu enorme sofá

Sento-me e reparo que ela sabe mesmo fingir de falsa. Não gosto nada, nada, dela!

- A Chelsea estava a sentir-se mal, portanto pedi-lhe para vir tomar um chá e como querias falar com ela, trouxe-a e fazemos tudo já. - Diz ele

Ela sorri, de novo. Fingida!

- Mas é claro! Então é melhor chamar a Babs, para fazer o chá para a Chelsea, não queremos que ela vomite. - E termina a fala com uma gargalhada forçada

Finjo que teve graça e dou uma pequena risada. Quero muito ir embora.

- Babs! - Grita ela

Oiço uns pés a correr pela casa e de repente, vejo a cara amigável da Babs, a criada da família já de muitos anos.

- Sim, minha senhora? - Diz ela, educadamente

- Poderia preparar um chá para a menina Chelsea, por favor? Ela está um pouco enjoada. - Pede ela

- Sim, minha senhora. - Diz ela, preparando-se para ir embora

- Espere, Babs! - Digo, levantando-me - Acho melhor ir para a cozinha com a Babs, para vocês poderem falar um pouco a sós. 

Levanto-me e sigo a Babs até à cozinha.

- Olá, menina Chelsea! - Diz ela, com um sorriso - É tão bom vê-la por cá!

Sorrio-lhe e abraço-a carinhosamente. Gosto muito dela!
- Obrigada! Também gosto muito de si.

Ela sorri e começa a mexer nos armários à procura de chá e quando dou conta, ela já está a encher o bule com água quente e a colocar o chá.

- Chá de limão com gengibre, parece-lhe bem? - Pergunta ela

- Ótimo! - Porque não estou enjoada

De repente, fico um pouco curiosa e acho que devo aproveitar a oportunidade. Encosto a porta da cozinha e reparo que na sala, o Liam e a mãe dele falam um com o outro num tom relativamente alto.

- Então, Babs, já trabalha aqui há muitos anos? - Começo o inquérito

Ela sorri-me, como sempre.

- Sim, comecei a trabalhar aqui quando o pai do menino Liam ainda era um rapazinho. - Revela ela - Não quer já o seu chá?

- Gosto dele mais frio. - Digo - E gosta do que faz? Gosta de servir uma família tão célebre?

Ela franze o sobrolho, mas continua a conversa.

- Sim, sim adoro o meu trabalho. Às vezes tem as suas horas, mas nunca ninguém me tratou mal. - Diz ela

- Então quer dizer que conhece o Liam desde que ele ainda andava de fraldas? - Pergunto

- Sim, sim! O menino Liam sempre foi muito especial, foi o primeiro que eu vi nascer. - Diz ela, sentando-se com um grande sorriso

- E então quer dizer que também conhece muito bem a mãe dele, já que trabalha para a família há tanto tempo. - Pergunto ainda mais curiosa

Ela fica um pouco calada.

- Bem, hum, podemos dizer que sim. Ela lá tem os mistérios dela, mas sim, até a conheço bem. 

Bingo! Era aí que eu queria chegar. 

- Os seus segredos? Pensava que ela não é uma dessas mulheres. - Digo 

- Bem, todas as mulheres têm um segredo que não gostam de contar a ninguém. A menina também é uma mulher, por isso acho que me compreende. - Diz-me ela

Lembro-me do beijo com o Jordan e concordo com a Babs.

- Sim, compreendo. Mas acha que a mãe do Liam é boa pessoa? Gosta dela? - Pergunto

Ela olha para mim com um ar sério. Acho que exagerei um pouco!

- Bem, tenho de gostar ou era despedida. Se o senhor Flinn estivesse vivo nunca seria despedida, mas agora é diferente, ela é a chefe. -  Diz-me ela, deitando o chá numa caneca

- Pois. - Resolvo parar, pois acho que estou a abusar da confiança

Bebo o chá muito rapidamente. A Babs também bebe uma caneca de chá.

- Hum, meninas, já acabaram o chá? A minha mãe gostava de falar contigo, Chelsea. - Diz-me o Liam

Acabo o chá e despeço-me da Babs. 

- Liam podes-nos deixar a sós? - Pergunta a mãe dele, quando chego à sala

Ele dá um beijo na bochecha à mãe e vai para a cozinha. 

- Então, Chelsea, já te sentes melhor? - Começa ela

- Sim, um pouco. - Digo - O que queria falar comigo?

Ela faz um sorrisinho. 

- Está a gostar das suas primeiras semanas? - Pergunta-me ela, muito séria

Engulo em seco. Pensava que era melhor, mas também ainda não fiz nada muito a sério.

- Sim, estou a gostar! Mal posso esperar pelo primeiro desfile. - Digo

Ela dá uma risada e olha para a porta da cozinha.

- Pois claro. - Sussurra ela - Mas sabes que podes não chegar lá, não sabes?

Fico calada a olhá-la nos olhos.

- Sabes que podes sair ainda hoje dos estúdios, não sabes? Por causa da tua dieta, onde não respeitas nada que gente mais importante te diz para fazer. És rebelde. E nós não gostamos de rebeldes. - Diz ela, dando ênfase no "não gostamos"

Olho-a sempre nos olhos e de repente começo a rir-me. Ela olha para mim com um ar espantado.

- Olhe, vamos agora ser honestas, Francine. - Digo, lembrando-me do nome dela - Eu não gosto de si e você não gosta de mim, nem um pouco. Por isso vamos deixar de fingir que gostamos uma da outra apenas para agradar. E se me quer despedir, força, faça o que quiser, porque vou sair de cabeça erguida. É melhor expulsar-me já do que andar a enrolar para me despedir mesmo antes do desfile. Eu sei que você pode ser muito rica, poderosa, uma cobra... Quero lá saber! Mas saiba que se me ferir, eu sou ainda pior do que você.

Ela fica a olhar para mim, um tanto surpreendia. Sinto um pouco de adrenalina no meu sangue. 

- Ah! Ok! Concordo. - Diz-me ela com os olhos brilhantes - Mas é assim, o Liam adora-te, acho que é a pior coisa que ele já fez. Mas mesmo assim, acho que ele merece ser feliz, por isso, vamos fingir que tudo está bem entre nós.

- Eu não quero fingir mais nada consigo, Francine. - Digo-lhe - Se quer alguém que lhe obedeça, contrate uma criada.

- Tenho a Babs!

- A Babs não é nenhuma escrava e não vou deixar que lhe faça nada. Contrate outra pessoa.

Ela dá uma gargalhada.

- É assim, Chelsea. Eu compreendo que você quer tentar ser alguém aqui. Mas agora vai fazer tudo o que eu lhe mandar.

Agora é a minha vez de rir.

- A sério? E o que tem você para me obrigar a fazer isso?

Ela parece ficar radiante.

- Isto, minha querida Chelsea.

Ela tira o telemóvel das mãos e mostra-me uma foto. 

Fico paralisada.

Na foto, estou eu e o Jordan à porta do meu prédio a beijá-lo.

 

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17
Fev18

"Despedida"

João Jesus e Luís Jesus

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Olhou para o relógio uma última vez e reparou que era quase meia-noite. 

Corria pela rua apinhada de gente em Nova York. Tinha de chegar a casa. Queria estar alguns momentos com o seu filho antes de partir no dia seguinte para uma missão em África.

Cada vez mais gente se juntava nas ruas. Mal conseguia passar. Mas nesta noite, ele faria o impossível. Queria ver o seu filho uma última vez antes de partir.

De repente, bateu contra alguém e caiu no chão.

- Desculpe! - Disse o senhor

- Não faz mal. - Disse, levantando-se imediatamente e recomeçando a corrida

Sentia o peito a arder, as pernas a ceder... Sentia que podia morrer a qualquer momento. Mas hoje, até tentaria matar a Morte, só para ver a cabeça do seu filho uma última vez.

Chegou à porta do prédio e à pressa tirou as chaves do bolso e abriu a porta muito rapidamente. Carregou no botão do elevador, mas não queria esperar e desatou a correr pelas escadas acima. 

Abriu a porta de casa e atirou as chaves para o chaveiro.

- Fred? - Disse

Não ouviu resposta, mas começou a ouvir passos vindos da cozinha.

- Fala baixo, ele está a dormir. - Disse a sua mulher

Suspirou. 

- Prometeste que chegavas mais cedo hoje. Ele esperou por ti, mas acabou por adormecer. - Revelou ela - Não lhe podes prometer algo e nunca cumprir.

- Eu sei. - Abraçou-a - Mas não consegui sair mais cedo. E tenho de me despedir dele.

Ela olhou para ele seriamente e notou que os seus olhos se enchiam de água.

- Parece que o dia chegou. - Disse, beijando-o - Vai lá despedir-te dele. 

Abraçou-a novamente e entrou no quarto do filho.

Ele ressonava baixinho na sua cama. Resolveu não o acordar.

Sentou-se na borda da cama e olhou para o filho. Ele respirava devagarinho. 

As lágrimas começaram a sair dos seus olhos. Colocou a mão no cabelo do filho, sentindo-o uma última vez. Adorava mexer-lhe no cabelo. Acalmava-o.

Beijou-lhe a testa e acariciou-lhe a cara. Devagarinho, já muito emocionado, levantou-se e saiu do quarto, olhando uma última vez para o filho, que dormia.

 

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16
Fev18

Resenha da 2ª Temporada da Série "The Walking Dead"

João Jesus e Luís Jesus

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Hoje trago a resenha de outra temporada de uma outra série que também estou a acompanhar.

Esta série é uma das mais famosas na actualidade e uma das mais vistas. Decidi assistir a esta famosa série devido à grande "seca" que estou apanhar na sétima temporada de "Supernatural", outra série que adoro, mas esta temporada está a ser fraquinha.

"The Walking Dead" é uma série que quase toda a gente deve ter ouvido falar. Esta série é focada num grupo de sobreviventes ao apocalipse zombie que destrui quase por completo o planeta inteiro.

Gostei muito desta temporada, teve muitos momentos marcantes e a entrada de personagens maravilhosas e torço para que nenhuma delas morra.

Recomendo muito esta série apenas para pessoas que não tenham um certo nojo de ver um tipo de monstros a devorar pessoas, onde se vê imenso sangue e etc...

A segunda temporada inicia-se com o grupo de Rick constítuido por Daryl Dixon, Lori, Carl, Andrea, Carol, T-Dog, Shane, Carol, Sophia, Glenn e Dale a fugir de uma terrível explosão no CCD, onde lá ficaram alguns dos seus amigos que não aguentavam mais fugir.

Eles ficam sem rumo e decidem partir para Fort Benning, onde acham que é seguro. Eles vão pela Interestadual 85, onde existe um enorme número de carros destruídos e gente morta.

Enquanto procuram comida e outras coisas úteis, o grupo dá conta que um enorme grupo de "walkers" (zombies) se aproxima. Eles escondem-se rapidamente em baixo de alguns carros e esperam que o grupo passa.

Tudo corre bem, excepto T-Dog que faz um corte enorme no braço e tem uma hemorragia enorme. O grupo de "walkers" afasta-se e Sophia sai de debaixo do carro, mas um walker aparece e Sofia corre para a floresta aos gritos, atraindo alguns walkers que ficaram para trás.

Rick corre atrás de Sophia para a tentar salvar e pede que esta se esconda num sítio que ele indica até ele voltar. Ele vai atrás dos walkers com a intenção de os matar, enquanto Sophia fica escondida, mas esta desobedece à ordem e sai do esconderijo.

Shane está muito alterado nesta temporada. Ele guarda uma fúria enorme dentro de si, devido a Rick, que voltou e fez com que Lori e Carl já não lhe dessem tanta atenção. Shane convence-se que deve matar Rick, para ficar com Lori de volta.

Sophia desaparece e o grupo organiza várias buscas por ela na floresta todos os dias e Daryl participa em todas, pois quer muito encontrar a menina devido a vários episódios parecidos da sua infância. 

Mas numa das buscas, Carl é alvejado sem querer por Otis, que caçava um veado. Rick, Shane e Otis tentam salvar Carl, levando-o para uma quinta próxima sem walkers, onde Otis vive com mais alguns sobreviventes.

O que irá acontecer? Estará tudo bem com Sophia? Conseguirão salvar Carl? Shane conseguirá concretizar o seu desejo obscuro?

Esta temporada é simplesmente fantástica e a entrada das novas personagens é muito boa! Adorei!

 

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15
Fev18

Resenha da 1ª Temporada da Série "Riverdale"

João Jesus e Luís Jesus

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Eu estava muito curioso em relação a uma série que está a ganhar popularidade este ano. 

Essa série é uma adaptação, porém muito diferente, das bandas desenhadas e desenhos animados de "Archie Comics", que falam sobre um menino ruivo, Archie,  e as suas aventuras com os seus amigos.

A série chama-se "Riverdale" e certamente, já devem ter ouvido falar. Esta série este a tornar-se muito popular este ano, com a sua segunda temporada.

Eu adorei a série! Comecei a assistir pois uma prima minha adora e pediu-me muito para ver pelo menos o piloto. Eu assisti e viciei completamente.

Gostei muito da 1ª temporada e a segunda também não está nada má. "Riverdale" é muito diferente das bandas desenhadas, pois a série adquiriu um tom mais sombrio, com temas realistas sobre a vida adolescente.

Gostei e sugiro que assistam a série, pois é muito interessante e divertida. Tem momentos para tudo e faz-nos pensar em várias coisas e suspeitar de todas as pessoas.

A história da 1ª Temporada de "Riverdale" é sobre uma morte misterioso na pequena cidade de Riverdale. Supostamente, Riverdale é uma daquelas cidades onde tudo parece maravilhoso, mas por debaixo da capa esconde muitas mentiras e guerras.

Riverdale é assombrada pela misteriosa morte de Jason Blossom no dia 4 de maio. Jason é o filho da família mais poderosa da cidade, os Blossom que são conhecidos pelo seu xarope de ácer. 

Cheryl Blossom, irmã gémea de Jason, conta que eles foram passear nesse dia pelo Sweetwater River num barco e que de repente, este virou e os dois irmãos perderam-se nas águas.

A polícia varre o rio inteiro e não encontra absolutamente nada e dão-o como morto.

Toda a Riverdale é marcada por esta morte e no primeiro dia de escola. Archie Andrews, um rapaz de cabelos ruivos, prepara-se para entrar no curso de música, uma paixão que adquiriu no verão. 

A sua melhor amiga, Betty Cooper, tem como objetivo conquistar Archie com a ajuda do seu melhor amigo gay, Kevin. 

Mas, uma nova rapariga chega à cidade, Veronica Lodge, filha de um empresário rico, Hiram Lodge, que foi preso. Veronica muda-se para um hotel em Riverdale, com a sua mãe, Hermione. 

Veronica fica encarregue de buscar o jantar no "Pop's", um famoso restaurante em Riverdale conhecido pelos seus batidos deliciosos e hambúrgueres. Nesse momento, Veronica conhece Archie e Betty, que jantam no restaurante. Betty preparava-se para se declarar a Archie, mas este fica hipnotizado por Veronica e ela desiste dessa ideia.

No dia seguinte, Betty e Veronica inscrevem-se para a claque da escola e preparam-se para fazer uma demonstração das suas habilidades a Cheryl, a líder da claque. Mas Cheryl é conhecida na escola por ser uma cobra e rejeita Betty para a claque e aceita Veronica.

Mas Veronica fica indignada e começa uma luta com Cheryl e obriga-a a aceitar Betty na claque, pois Betty já tinha concorrido imensas vezes mas Cheryl recusava-a sempre.

Cheryl é obrigada a aceitar e Betty e Veronica tornam-se melhores amigas.

Archie tenta entrar no curso de música, mas é recusado, pois a sua professora teve um caso com ele no Verão e recusa começar um de novo. 

Porém, a escola recebe a notícia que o Baile de Boas-Vindas foi cancelado devido à morte de Jason, mas Cheryl convence o diretor a não cancelar a festa e transformá-la numa festa em honra de Jason. O diretor aceita o pedido. 

A festa começa e é aqui que conhecemos Jughead Jones, o narrador da série. Ele era o melhor amigo de Archie mas estes tiveram uma zanga no Verão. Archie quer voltar a ser amigo de Jughead e os dois tentam começar de novo.

Depois da festa, Cheryl convida todos da escola para casa dela para um jogo, onde ela deseja formar confusão entre Betty e Archie. Cheryl desafia Archie e Veronica a ficarem num armário, trancados por alguns minutos para supostamente, eles traírem Betty.

No final dos minutos, Veronica beija Archie e Betty descobre, fugindo para casa. 

Ao final da noite, Kevin e Moose, um rapaz do futebol, vão para o Sweetwater River supostamente para ter diversão no rio, mas descobrem o corpo de Jason a flutuar na água com uma marca de bala na cabeça.

E é aí que começa todo o enredo da série, que gira em volta deste crime e todos são suspeitos. Recomendo imenso!

 

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Chamo-me João Jesus. Sou escritor e blogger! Sou português e habito num concelho do distrito de Vila Real! A leitura, a escrita e o filme são as minhas grandes paixões.

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Chamo-me Luís Jesus. Sou ilustrador e blogger. Adoro ilustração e tecnologia. Apesar de ser ainda novo, o meu sonho é licenciar-me em engenharia informática e visitar países como a Austrália, Singapura, China e EUA.

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