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Letras Aventureiras | Por João e Luís Jesus

De João Jesus e Luís Jesus, nomeados os mais jovens escritores portugueses em 2016.

14
Out17

"Risos"

João Jesus e Luís Jesus

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 Foi ontem que aconteceu.

Estávamos na aula de inglês, a primeira aula do dia. Normalmente, esta aula costuma ser uma das melhores. 

A professora é divertida, a matéria é interessante e até fácil e é uma das aulas em que me sinto mais à vontade.

Porém, naquela aula, a euforia de todos estava noutra coisa. Numa coisa estranha...

Nesse dia, todas as escolas do país, teríam de se colocar debaixo das mesas da sala de aula, como se estivessem num terramoto. Teríamos de fazer isso às dez e treze da manhã, quando a campainha soasse.

Todos colocaram os alarmes nos telemóveis e relógios. Não queríamos perder aquilo por nada! Bem, era apenas uma simulação, nada de mais, mas claro que todos gostam de desperdiçar um pouco da aula para algo que possa a vir ser divertido.

A aula decorreu normalmente, excepto que todos olhavam mais de duas vezes por minuto para o relógio. De dez em dez minutos alguém perguntava as horas.

Foi então que chegou a esperada hora. Todos os alarmes apitaram. Todos se colocaram à escuta da campainha, todos eufóricos.

Mas esta não soava e cada vez mais, todos ficavam impacientes. Não queríamos perder aquilo por nada!

De repente, a campainha soou. Aos risos, ouvimos a voz da professora, que nos podiamos colocar debaixo das mesas. 

Todos nos rimos, pois alguns colegas gritavam e diziam várias coisas engraçadas. No final, demos com todos às gargalhadas e aquele tempo que tinhamos de esperar passou a correr.

Quando nos levantamos, todos nos riamos. Até a professora não resistia às gargalhadas.

Sentamo-nos e a aula recomeçou. 

 

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08
Out17

"Momentos Simples"

João Jesus e Luís Jesus

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Estava sozinho.

Sentia-se cansado. Velho. Inútil. E cheio de dores.

Achava que estava nos seus últimos momentos. Ele também não queria viver muito mais.

Não tinha ninguém no mundo. E consigo carregava algo que o matava aos poucos. Uma doença horrível.

Por causa desta, ele dependia de uns pequenos tubos no seu nariz. Se retirasse aquilo durante muito tempo, morreria ao fim de algumas horas.

Preso na cadeira de rodas, o homem sentia-se triste. Triste de não poder andar, de não poder viver em condições e de não ter família. Ele queria ter alguém para cuidar. Mas não passava de um velho.

Devagarinho, mexeu a cadeira de rodas até à porta de entrada. Com dores, abriu a porta.

O céu estava negro. Ia chover em breve. 

Era o momento perfeito. Começaram a cair as primeiras gotas de chuva. Há tanto tempo que ele não via chover! Há tanto tempo que não via algo tão belo.

Então, decidiu que queria morrer ali. Assim quieto a olhar para a chuva. 

Retirou os malditos tubos do nariz e respirou. Respirou o ar puro, o ar gelado mas vivo, que queima nas narinas quando entra. 

Sorriu. O mundo estava bonito.

E com um sorriso enorme, ficou até ao fim da chuva, imóvel na cadeira de rodas, à espera que alguém o levasse embora.

 

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01
Set17

"Bem-Vindos!"

João Jesus e Luís Jesus

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 - Acorda! - Gritou ela - Já começou!

O marido acordou de repente e muito assustado.

- O que se passa? - Perguntou ele ainda um pouco sonolento

- Estão a nascer! Depressa, temos de ir ao hospital! - Disse ela

Muito velozmente, o marido levantou-se da cama e vestiu algo muito depressa. 

- Consegues ir até ao carro? - Perguntou ele preocupado

Ela afirmou com a cabeça.

A passos um pouco lentos, ela lá conseguiu chegar ao carro.

- Para que hospital? - Perguntou ele um pouco confuso

- Sei lá! O mais próximo. - Disse ela ofegante

Muito atrapalhado, ele ligou o carro e conduziu até ao hospital mais próximo.

Sentia-se feliz mas um pouco atrapalhado. Estavam a nascer os seus filhos!

De vez em quando, a mulher contorcia-se no banco do carro. 

Chegaram muito rápido ao hospital e rapidamente, levaram a mulher para o bloco operatório.

- Eu também posso ir com ela? - Perguntou o marido

A enfermeira olhou para o homem e fez um grande sorriso.

- Mas é claro! - Respondeu ela

Apressado, atrapalhado, nervoso e feliz, ele seguiu a enfermeira.

A sua mulher já se encontrava no bloco operatório e os meninos já estavam quase a chegar. Com um sorriso nervoso, o marido tentava preparar-se para a chegada de mais dois meninos à família.

- Olá! - Sussurrou uma enfermeira para o primeiro bebé

Levaram o bebé até à mãe, para que esta beija-se o menino. Estavam os dois muito felizes!

O segundo já estava nos braços da enfermeira. O marido dirigiu-se a eles.

- Bem-vindos ao mundo! - Disse ele beijando-os

 

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João Jesus

Chamo-me João Jesus. Sou escritor e blogger! Sou português e habito num concelho do distrito de Vila Real! A leitura, a escrita e o filme são as minhas grandes paixões.

letrasaventureiras@sapo.pt

Luís Jesus

Chamo-me Luís Jesus. Sou ilustrador e blogger. Adoro ilustração e tecnologia. Apesar de ser ainda novo, o meu sonho é licenciar-me em engenharia informática e visitar países como a Austrália, Singapura, China e EUA.

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