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Letras Aventureiras | Por João e Luís Jesus

De João Jesus e Luís Jesus, nomeados os mais jovens escritores portugueses em 2016.

14
Ago17

"Doentes" - Capítulo VII

João Jesus e Luís Jesus

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A Rhonda rebola pelo monte abaixo.

- Sam o que estás aqui a fazer? - Grito espantado

O Sam agarra numa pistola muito estranha e consegue acertar com vários dardos em todos os elementos do grupo. São tranquilizantes!

O resto do grupo de Rhonda, cai no chão.

- Olá parceiro! - Diz o Sam orgulhoso andando até mim

Fico paralisado a olhar para ele.

- Que raios Sam! O que estás aqui a fazer? - Digo, gritando

O Sam ri-se.

- Uau! Que bela forma de agradecer a ajuda de um amigo. - Diz ele sacando o canivete das calças e começando a cortar a corda que nos amarra ao tronco - Credo! Estás com mau aspeto Heather.

A Heather geme.

Liberto-me da corda e empurro o Sam.

- O que estás aqui a fazer Sam? Isto é perigoso e além disso tu deverias estar em casa.... - Digo-lhe

Ele passa uma mão pelo peito e faz uma expressão mais dura.

- Eu não podia deixar o meu melhor amigo quase irmão, ir sozinho até a América do Sul! - Responde ele

- Eu estou aqui, ok? - Diz a Heather ofendida

- Ok, mas tu és tu. - Desculpa-se ele - Tenho coisas na carrinha para vocês: comida, medicamentos e roupa lavada.

A Heather suspira e corre para o carro.

- Conta-me a verdade. - Ameaço

Ele pressiona os maxilares com força.

- Tenho de fazer algo pela Rose. - Sussurra ele

Tenho pena dele. Ele está devastado.

- Por isso, não vale a pena tentares mandar-me ir embora, porque eu não vou. Vou nisto até ao fim! - Diz ele decididamente - E se não pudemos salvar a Rose, pudemos salvar a Maggie.

Tenho orgulho dele. Ele é como um irmão para mim e para a Maggie. Pode ser muito diferente de nós, mas é como se fossemos todos uma família.

Coloco-lhe a mão no ombro.

- Bem-vindo ao grupo, amigão! - Digo abraçando-o

Ele abraça-me com força. 

- Ah! Quase me esquecia! - Diz ele tirando algo do bolso - A Maggie pediu-me para te entregar isto. 

Ele oferece-me qualquer coisa envolvida num pano com o cheiro do perfume de Maggie. 

As lágrimas sobem-me aos olhos.

- Ela sempre teve muito jeito para o artesanato. 

O seu presente é uma pulseira feita de várias ervas e com um D no meio. Coloco-a de imediato.

- Obrigado Sam. - Agradeço

Ele sorri e de repente ouvimos uns gemidos.

- Oh raios, esquecemo-nos deles. - Digo

- Vamos amarrá-los. - Confirma o Sam

Conseguimos prender a Doninha, o Gago e o Russel facilmente, mas como a Rhonda é pesada e caiu pela encosta abaixo, levamos algum tempo para a conseguirmos prender. 

- Esta mulher come tubarões! - Diz o Sam ofegante

Acabo de a prender ao tronco e reparo que a t-shirt está toda molhada do suór. 

- Vou trocar de camisola. Volto já. - Aviso

Corro para a carrinha e reparo que a Heather tem a cara cheia de pomadas e pensos rápidos. 

- Ainda bem que ele trouxe isto tudo. - Suspira ela satisfeita - Sabe tão bem ter roupa fresca.

Dispo a camisola e procuro por uma do meu tamanho na mala.

- Ok Dylan, está aqui uma mulher, tapa isso! - Diz a Heather fechando os olhos

- Tens bom remédio! Muda de lugar. - Digo com um grande sorriso

- Estava aqui primeiro e não custa nada seres tu a mudar de lugar. - Diz ela - Já acabaste?

Acabo de vestir a t-shirt e começo a rir.

- Já acabei . 

Ela volta a abrir os olhos e suspira. 

- Os homens não têm vergonha na cara. - Diz ela com risos

Volto para perto do Sam. Ele está com um sorriso atrevido.

- Conta-me já tudo! O que é que já aconteceu entre ti e a linda da doutora Heather? - Pergunta ele excitado

Fico surpreso.

- Hum, absolutamente nada! O que pensavas que tinha acontecido? - Gaguejo

Ele confirma as suas ideias com um sorriso maligno.

- Tens cada ideia... 

Ele começa a rir às gargalhadas.

- Tenho a certeza que entre tu e ela vai dar alguma coisa. - Informa ele

De repente, ouvem-se mais gemidos.

- Olha, olha! As Belas Adormecidas estão a acordar. - Digo dirigindo-me para perto da Rhonda e o seu bando

A Rhonda abana a cabeça e faz umas caretas estranhas.

- Seus bastardos. - Diz ela - Vão pagar.

O Russel abana-se para se tentar libertar.

- Não te preocupes grandalhão, estás bem preso. - Diz o Sam

Agacho-me perto da Rhonda e olho-a nos olhos.

- Rhonda minha querida, acho que tens algo para continuar a contar. - Digo-lhe - O que acontece depois da morte de um infetado?

Ela começa a rir-se. Olho para o Sam e ele está surpreendido. Também não deve saber nada sobre isso.

- Conta-me Rhonda! - Grito-lhe

Ela ri-se ainda mais alto.

- Não te vou dizer nada, magricelas! - Diz ele cuspindo-me

Limpo o cuspo da cara.

O Sam agacha-se perto dela e agarra no canivete, colocando-o mesmo em frente da sua cara.

- Acho que não queres outra linda cicatriz nessa tua cara de guerreira amazónica. - Ameaça o Sam - Conta!

A Rhonda engole. Está nervosa.

- O que se passa aqui? - Diz a Heather chegando perto de nós

- A Miss Rhonda não quer falar sobre o que acontece depois da morte de um infetado. - Digo

A Heather começa a respirar muito depressa.

- Acho melhor não saberes Dylan. - Avisa a Heather

Olho para a Heather.

- Tu sabes. - Digo

Levanto-me e fico perto da Heather.

- Heather tu tens que me contar. - Imploro-lhe

Ela olha para todos os lados.

- Conta-me! - Grito

Ela treme de repente.

- É horrrível Dylan! Eu preferia que não soubesses. - Diz ela amedrontada

A Rhonda ri-se.

- Estás lixada, saco de ossos! - Ri-se a Rhonda, mas rapidamente se cala pois o Sam encosta a lâmina às bochechas dela

A Heather começa a roer as unhas.

- Após a infeção controlar completamente o corpo de um infetado, a pessoa morre. Mas ao morrer, se a pessoa não for "morta" de novo, transformar-se-à em algo estranho e perigoso. O corpo muda de forma e transformam-se em um tipo de animal muito perigoso. Os dentes crescem, a pele muda de cor para um cinzento, os olhos tornam-se brancos. Os seus sentidos são mais apurados. Cheiram muito bem, a audição é espetacular e têm uma rapidez imensa. Quem eles morderem estarão infetados. - Revela a Heather com várias pausas

O meu sangue congela. Isso significa que quando a Rose morreu, eles tiveram de a matar antes que ela se transformasse. 

Penso nos meus pais, agora percebo como eles não se tornaram nesses monstros. Logo após a sua morte, eles foram enterrados no nosso jardim, por isso morreram sufocados debaixo da terra.

- Tomem lá agora seu parvalhões. Temos monstros espalhados por aí. - Diz o Russel

 

Calor

 

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João Jesus

Chamo-me João Jesus. Sou escritor e blogger! Sou português e habito num concelho do distrito de Vila Real! A leitura, a escrita e o filme são as minhas grandes paixões.

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Luís Jesus

Chamo-me Luís Jesus. Sou ilustrador e blogger. Adoro ilustração e tecnologia. Apesar de ser ainda novo, o meu sonho é licenciar-me em engenharia informática e visitar países como a Austrália, Singapura, China e EUA.

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