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Letras Aventureiras | Por João e Luís Jesus

De João Jesus e Luís Jesus, nomeados os mais jovens escritores portugueses em 2016.

31
Mar18

Resenha da 7ª Temporada da Série "Supernatural"

João Jesus e Luís Jesus

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E finalmente! F-I-N-A-L-M-E-N-T-E acabei esta temporada!

Estava a ver que nunca mais! Detestei esta temporada, apenas gostei de poucos episódios. Esta temporada deixou-me muito desinteressado nesta série que eu adoro, mas fiz um esforço e tentei vê-la e não me arrependi do final desta.

O final foi bom e algumas cenas da temporada também, mas achei-a muito parada e os Leviatãs estavam a deixar-me cansado, porque praticamente nunca morrem e são uma praga enorme, mas aparecem só de vez em quando e não deram muita importância a esta ameça.

Bem, mas mesmo assim, já comecei a 8ª temporada e estou a adorar. 

E também, mesmo assim, recomendo esta série! É muito boa, exceto a 6ª e 7ª temporada que foram uma seca, para mim. E vi resenhas que dizem que as próximas temporadas são muito muito boas.

A 7ª temporada começa após Castiel tentar libertar as almas do Purgatório de volta para este. Mas tudo corre mal e os Leviatãs que estão dentro de si, assumem o controlo do corpo deste e libertam-se na Terra. 

Castiel morre, devido ao enorme abuso de poder que os Leviatãs usaram quando estavam no seu corpo.

Sam começa a ver Lúcifer em tudo que é lugar e fica quase louco. Bobby e Dean tentam salvar Castiel, mas sem sucesso. Crowley volta ao Inferno, pois já se viu livre de Castiel, que era como seu patrão.

O Céu está totalmente desordenado, devido à morte de Castiel, pois este tinha-se declaro o novo Deus e tinha morto todos os seus opositores.

Castiel liberta os Leviatãs num local de abastecimento de água e estes espalham-se por toda a América.

Dean, Sam e Bobby decidem que têm de os caçar um a um, mas têm dificuldades, pois estes não morrem de nenhuma maneira e estes conseguem transformar-se em um monte de coisas. 

Eles começam a perceber que têm de os matar, pois estes começam a devorar grande parte da população. 

Até que conhecem o chefe de todos os Leviatãs, Dick Roman, um empresário poderoso que começa a comprar todas as empresas possíveis de alimentação, para tentar dominar todos os humanos através de uma toxina que introduzem na comida.

Será que os irmãos Winchester conseguem acabar com esta ameaça? 

Digo já, esta temporada é uma das mais secas, mas começa a ser depois de alguns episódios.

 

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29
Mar18

"Pedras"

João Jesus e Luís Jesus

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Estavam lá desde sempre. Imortais. Vigilantes.

Não conseguiam falar. Apenas olhavam. Olhavam com os seus olhos fundos e sábios, de quem está na vida há muito, muito tempo. 

Estavam abandonadas. Ninguém lhes dá algum uso. Já viram gente a chegar ao mundo e gente a ir-se embora. Já viram catástrofes, já viram milagres, sempre no mesmo sítio, quietas.

Já provaram sangue das crianças descuidadas que caiam em cima de si. E depois ninguém limpava e ficava lá marcado durante dias, até a água lhes tocar.

Eram pedras. Pedras solitárias.

Nem elas próprias sabiam o que podiam fazer consigo mesmas. Apenas ficavam quietas, pois não conseguiam mexer-se. 

Falavam por pensamento umas com as outras, mas mesmo assim sentiam-se sozinhas.

Só que nesses momentos, todas tinham um truque. Olhavam com os seus olhos de binóculos para dentro das casas das pessoas que viviam perto de si. 

O que viam deixava-as feliz consigo mesmas. Já não se sentiam mais sozinhas, sentiam-se unidas umas com as outras, pois o que viam era gente agarrada a coisas estranhas que davam luzes e piscavam. Estavam sempre calados, sempre a olhar para as maquinetas. Pareciam pedras, mas não como elas.

Sorriam mentalmente umas para as outras e ficavam quietas como sempre. A olhar. Sozinhas mas acompanhadas.

 

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28
Mar18

"A Vendedora de Sonhos" - Ana Ribeiro

João Jesus e Luís Jesus

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Todas as noites ela tinha o mesmo sonho: levantava-se – de manhã– bem cedo, colocava a mochila às costas e fazia-se ao caminho até à feira popular. Aproveitava o silêncio das madrugadas para desfrutar dos ruídos silenciosamente desassossegados; enquanto piquenicava a sua fruta preferida. Poucos minutos depois, acabada de chegar à feira, montava a sua banquinha e dizia com regozijo a quem passava que ali não se vendiam bem materiais. Vendiam-se sonhos. As pessoas ficavam a olhar seriamente para ela, não sabendo como compreendê-la e seguiam o seu caminho.

 

Aquela era uma questão que dava que pensar: poder-se-iam vender sonhos? Que tipo de sonhos mais se vendiam?

 

Ali havia de tudo: o sonho de casar e ter filhos, de ser bem-sucedido pessoal e profissionalmente, de ser rico. De ter uma casa nova ou simplesmente de ser feliz. Ela confessava muitas vezes que lhe dava sempre mais prazer “vender”  a simplicidade de um sonho. Há sonhos que não se vendem por valor monetário nenhum, o seu valor é tão incalculável que ela fazia por oferecer esses mesmos sonhos,
para que a vida das pessoas se tornasse melhor.

 

Quase todos os dias, os sonhos disponíveis se esgotavam, fazendo-a acreditar num novo dia e em novos sonhos. Sentia-se realizada quando chegava ao fim do dia vazia de sonhos, significava que tinha feito muitas pessoas felizes.

Mas houve um dia que a marcou. Um dia que ela não consegue esquecer. O dia em que ofereceu o sonho mais especial.  Já só tinha dois sonhos disponíveis, quando se aproximou dela um menino de aspecto humilde e simples, que fazia saltar à vista as suas dificuldades. Deliciava-se com um pequeno chupa de diversas cores. Perguntou-lhe o que estava a vender, ao que ela respondeu que vendia sonhos. O menino ficou intrigado questionando-a de seguida sobre o que eram sonhos. Ela não perdeu tempo a explicar que um sonho é algo que queremos com muita força. O menino ficou pensativo, dizendo tristemente que queria muito uma coisa; mas que não tinha dinheiro para comprá-la. Que era o seu sonho.

 

Ela perguntou-lhe qual era o seu sonho de criança e a resposta não tardou a chegar, como uma seta pronta a acertar em cheio no alvo certo: ter uma mãe. Não soube o que dizer, era mais um daqueles sonhos simples como ela gostava e sabia que tinha que o tornar realidade. Prometeu-lhe que o
iria ajudar.

 

Dali em diante a vendedora de sonhos e o pequeno vendedor de novos sonhos andavam sempre juntos a fazerem as pessoas felizes. Até ao dia em que um casal se dirigiu à banca dos sonhos, procurando um sonho muito específico. Ela perguntou o que procuravam exactamente, caso não tivesse nenhum sonho disponível podia tentar arranjar-se. O casal entreolhou-se e sorriu: “Queremos ser pais”.

 

Foi a primeira vez que a vendedora de sonhos, teve a oportunidade de cruzar dois sonhos de uma vez. O pequeno vendedor de novos sonhos, olhou para ela de lágrima no canto do olho e abraçou-a, agradecendo-lhe por tê-lo ajudado a concretizar o seu sonho.

 

Texto de Ana Ribeiro, escritora e blogger do blog "Escreviver"

25
Mar18

"Brincadeiras"

João Jesus e Luís Jesus

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Alguém tinha acabado de entrar no seu quarto. Bateu com a porta de força e trancou-a à chave.

- Lucas? - Perguntou quando o viu

Este deixou-se cair no chão.

- Encontraram-no. - Disse, com as mãos na cabeça - Encontraram-no, Rui! Estamos lixados!

Rui sentiu o coração parar. Não podia ser! Não o podiam ter encontrado!

- Raios! Raios, raios, raios! - Gritou

- E agora o que fazemos? - Disse Lucas, apavorado

Rui continuou com a cabeça baixa a olhar para o tapete do seu quarto.

- Foi tudo culpa nossa. Eu sabia que era má ideia. - Queixou-se Rui

- O quê? Ambos alinhamos na brincadeira! Queres mandar as culpas para cima de mim, como sempre, não é? - Gritou Lucas, enfurecido

Rui suspirou.

- É verdade.

Lucas começara a chorar.

- Não consigo viver com isto! Ele nunca teria saltado para a água se não o tivessemos encorajado. - Gemeu Lucas

- Não foi bem encorajar. Nós chamamos-lhe nomes! Ele queria ser corajoso e saltou. - Sussurrou Rui

A história do seu amigo passou-lhes nas cabeças.

Estava um dia nublado, quase a chover. Foram todos juntos às falésias, onde costumavam saltar para a água no Verão. 

Levavam consigo o seu amigo, Fernando. Este era o menos corajoso dos dois, um aluno estudioso e bom rapaz. Porém, naquele dia eles queriam divertir-se.

Juntaram-se nas falésias. 

- 'Bora dar um salto? - Perguntou Lucas

- Népias! Deve estar gelada! - Disse Rui

Fernando não falou. Nunca tinha saltado dali, nem no Verão. Tinha medo.

- E tu Fernando? Nunca saltas-te! Primeiro tu e depois vou eu. - Encorajou Rui

- Nem pensar! Que horror. - Queixou-se Fernando

Os dois riram-se do amigo.

- Anda lá! Diverte-te um pouco! - Disse Lucas, mexendo no cabelo do amigo - Precisas de um pouco de loucura. Se estiveres em apuros nós salvamos-te.

Fernando não queria ir. 

- Não. Não vou.

- Oh anda lá, Nando! Não sejas um pita! - Disse Rui entre risos

- Cócórócó! - Imitou Lucas, atrás do amigo - Pita!

Fernando detestava quando lhe chamavam nomes. 

- Ok. Eu vou, mas eu mato-vos se morrer. - Disse, enquanto tirava a camisola e as calças

Os amigos sorriram. Era a primeira vez que Fernando alinhava em alguma coisa.

- Pronto? - Perguntou Rui

- É agora ou nunca, Nando! - Disse Lucas, sorridente

Fernando olhou para a água. Estava um pouco agitada e parecia gelada. 

- Ok! Aqui vou! - Respirou fundo

- Força! 

- Tu consegues.

Passados alguns segundos, Fernando tomou coragem e saltou para as águas.

Rui e Lucas esperaram alguns segundos para ver o amigo emergir. Mas nada. Esperaram mais um pouco.

- Rui?! - Disse Lucas, já com medo

- Terá acontecido algo? - Perguntou Rui já cheio de medo

- Fernando! - Gritaram os dois, em conjunto para as águas lá em baixo

Mas nada. Fernando não aparecia. Se ainda estava lá, devia estar quase sem ar.

- Vou saltar. - Disse Lucas, enquanto se preparava para saltar

- Nem penses, Lucas! Acho melhor chamarmos a policia e depressa! - Disse Rui - Ainda ficas lá também.

Aterrorizados ligaram para a polícia e inventaram uma história rápida. Disseram que Fernando os queria impressionar e escorregou.

- O que fizemos? - Disse Rui, entre dentes

- Fizemos porcaria. - Completou Lucas

 

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23
Mar18

Resenha do livro "Indomável"

João Jesus e Luís Jesus

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Como dissena resenha anterior, eu devorei os dois livros de "Casa da Noite", uma coleção que me conquistou quase imediatamente, devido ao meu amor por histórias com partes sobrenaturais e claro, vampiros!

Adorei mesmo este livro! Nunca corri tão rápido para a biblioteca para ir requisitar o volume seguinte, que eu já estou a ler.

E quando se diz para não julgar o livro pela capa, dizem muito bem! As capas desta coleção são de meter uma certa raiva e por-nos a perguntar porque raio mudam as capas aqui em Portugal e arredores! As capas originais são bem bonitas e as portuguesas, bem, estão como estão... Conclusão, viro sempre a capa para baixo.

Adorei este livro! Não me canso de dizer! Abriu portas para novas histórias dentro desta história. E novas teorias estão a começar a surgir-me na cabeça...

Recomendo mais uma vez e outra! Esta coleção é daquelas que nos surpreende repetidamente.

Zoey está destruída. Os seus melhores amigos viraram-lhe as costas após descobrirem os segredos que ela escondia deles. 

Loren está morto. Foi decapitado pela mesma pessoa que também assassinou uma das professoras da Casa da Noite.

Neferet declarou guerra aos humanos, devido à morte de Loren, o seu amante secreto. Porém, Zoey e Neferet confrontaram-se e o ódio entre elas é cada vez maior.

Erik deixou Zoey, com uma frieza que eu achei muito demais! Meu Deus, também não é preciso tanto! Zoey passou de três namorados, para nenhum.

Afrodite tornou-se humana para fazer com que Stevie Rae tivesse de volta a sua humanidade. Stevie Rae tornou-se num novo tipo de vampyra, muito poderosa e teve de volta a sua humanidade. 

Mas as duas fugiram para o exterior da Casa da Noite e Zoey não sabe nada de nada delas. 

Até que chega à Casa da Noite um novo aluno. James Stark, o famoso vampyro arqueiro que nunca, mas nunca falha o seu alvo.

Zoey decide ser amiga dele, pois ele é o único que não sabe da história toda. 

Mas chega à Casa da Noite alguém poderoso: Shekinah, a líder de todas as Sumo-Sacerdotisas. Esta acredita que algo de muito sombrio se passa na Casa da Noite e insiste em averiguar.

E um mal sombrio já quase desconhecido ameaça voltar a levantar-se...

Gostei muito e recomendo a leitura! 

 

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João Jesus

Chamo-me João Jesus. Sou escritor e blogger! Sou português e habito num concelho do distrito de Vila Real! A leitura, a escrita e o filme são as minhas grandes paixões.

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Luís Jesus

Chamo-me Luís Jesus. Sou ilustrador e blogger. Adoro ilustração e tecnologia. Apesar de ser ainda novo, o meu sonho é licenciar-me em engenharia informática e visitar países como a Austrália, Singapura, China e EUA.

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